18
Jul 13

"A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento.

 

Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver.

 

Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar.

 

"Fonte - Livro do Desassossego - FERNANDO PESSOA

publicado por Chicailheu às 20:40
borboletas:

26
Fev 13

Chamo-Te

Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio  

E suportar é o tempo mais comprido.  

 Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,  

Que um só de Teus olhares me purifique e acabe.  

Há muitas coisas que não quero ver.  

Peço-Te que sejas o presente.  

Peço-Te que inundes tudo.  

E que o Teu reino antes do tempo venha  

E se derrame sobre a Terra  

Em Primavera feroz precipitado.  

 

(Sophia de Mello Breyner Andresen )

publicado por Chicailheu às 21:21
borboletas:

05
Jan 13

Perguntei a um sábio,  

a diferença que havia  entre amor e amizade,  ele me disse essa verdade...  

O Amor é mais sensível,  

a Amizade mais segura.  

O Amor nos dá asas,  

a Amizade o chão.  

No Amor há mais carinho,  

na Amizade compreensão.  

O Amor é plantado  e com carinho cultivado,  

a Amizade vem faceira,  

e com troca de alegria e tristeza,  

torna-se uma grande e querida  companheira.

Mas quando o Amor é sincero  ele vem com um grande amigo,  

e quando a Amizade é concreta,  ela é cheia de amor e carinho.  

Quando se tem um amigo  ou uma grande paixão,  

ambos sentimentos coexistem  dentro do seu coração.  

 

Veronica Shoffstall

publicado por Chicailheu às 21:27
borboletas:

24
Dez 12

A Essência da Poesia

 

Não aprendi nos livros qualquer receita para a composição de um poema; e não deixarei impresso, por meu turno, nem sequer um conselho, modo ou estilo para que os novos poetas recebam de mim alguma gota de suposta sabedoria.

 

 Se narrei neste discurso alguns sucessos do passado, se revivi um nunca esquecido relato nesta ocasião e neste lugar tão diferentes do sucedido, é porque durante a minha vida encontrei sempre em alguma parte a asseveração necessária, a fórmula que me aguardava, não para se endurecer nas minhas palavras, mas para me explicar a mim próprio.  

 

Encontrei, naquela longa jornada, as doses necessárias para a formação do poema.

 

Ali me foram dadas as contribuições da terra e da alma.

 

 E penso que a poesia é uma acção passageira ou solene em que entram em doses medidas a solidão e solidariedade, o sentimento e a acção, a intimidade da própria pessoa, a intimidade do homem e a revelação secreta da Natureza.

 

 E penso com não menor fé que tudo se apoia - o homem e a sua sombra, o homem e a sua atitude, o homem e a sua poesia - numa comunidade cada vez mais extensa, num exercício que integrará para sempre em nós a realidade e os sonhos, pois assim os une e confunde.

 

E digo igualmente que não sei, depois de tantos anos, se aquelas lições que recebi ao cruzar um rio vertiginoso, ao dançar em torno do crânio de uma vaca, ao banhar os pés na água purificadora das mais elevadas regiões, digo que não sei se aquilo saía de mim mesmo para se comunicar depois a muitos outros seres ou era a mensagem que os outros homens me enviavam como exigência ou embrazamento.

 

Não sei se aquilo o vivi ou escrevi, não sei se foram verdade ou poesia, transição ou eternidade, os versos que experimentei naquele momento, as experiências que cantei mais tarde.  De tudo aquilo, amigos, surge um ensinamento que o poeta deve aprender dos outros homens.

 

Não há solidão inexpugnável. Todos os caminhos conduzem ao mesmo ponto: à comunicação do que somos.

 

E é necessário atravessar a solidão e aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico em que podemos dançar com hesitação ou cantar com melancolia, mas nessa dança ou nessa canção acham-se consumados os mais antigos ritos da consciência; da consciência de serem homens e de acreditarem num destino comum.  

 

 

Pablo Neruda, in "Nasci para Nascer" (Discurso na entrega do Prémio Nobel)

publicado por Chicailheu às 02:15
borboletas:

30
Nov 12

Se você quiser me contar seus segredos  

Sou de todo ouvido.  

Se os seus sonhos não derem certo,

Estarei sempre lá para você.  

Se precisar se esconder,  

Terá sempre minha mão. 

 

Mesmo se o céu desabar,  

Estarei sempre contigo.  

Sempre que precisar de um lugar,  

Haverá meu canto, pode ficar.  

Se alguém quebrar seu coração.  

 

Juntos cuidaremos.  

Quando sentir um vazio,  

Você não estará sozinha.  

Se você se perder lá fora,  

Te buscarei.  

Te levarei prá algum lugar

  

Se precisar pensar.  

E quando tudo parecer estar perdido,  

E você precisar de alguém  

Eu estarei sempre aqui.  

 

Martha Medeiros

 

publicado por Chicailheu às 21:58
borboletas:

01
Nov 12

ASSUNTO PREDILETO   * Roberto Carlos *  

 

Quantas coisas, eu guardei pra lhe dizer

Quanto amor e quanta espera por você

Quantos sonhos eu guardava dentro do meu coração

Inventava mil viagens, sempre em sua direção

Meu assunto predileto era você

Os motivos só agora eu posso ver

É incrível como a gente as vezes passa pelo amor

Sem saber que está diante do que sempre procurou

Olha meu amor Nem o tempo apagou a falta que você me faz

A saudade que você deixou, ainda é demais

Nessa hora é que a gente sabe, o que é solidão

Olha meu amor

Uma história que jamais se esquece não se acaba assim

Na verdade você é o sonho que eu guardei pra mim

E é você que vai ficar pra sempre no meu coração

 

publicado por Chicailheu às 19:14
borboletas:

25
Jun 12

AUTO-POEMA
 
A tarde de musgo imprime
 sua caligrafia de sol
 sobre os labirintos sombrios da cidade
 e desnuda o caos urbano.
 Assustado fujo do mêdo e da angústia das ruas
 e me refugio no silêncio fetal do alpendre
 onde as horas plantam sementes de tédio
 na lavoura arcaica do tempo
 e vejo a tarde descambar para o poente
 enquanto inquietas andorinhas tentam
 pintar ainda com fiapos de sol
 as linhas tênue do horizonte.

 

(Autor desconhecido)

publicado por Chicailheu às 16:59
borboletas:

24
Jun 12

Tristeza

 

Tradução de Guilherme de Almeida.

 

Eu perdi minha vida e o alento,

E os amigos, e a intrepidez,

E até mesmo aquela altivez

Que me fez crer no meu talento.

 

Vi na Verdade, certa vez,

A amiga do meu pensamento;

Mas, ao senti-la, num momento

O seu encanto se desfez.

 

Entretanto, ela é eterna, e aqueles

Que a desprezaram - pobres deles! -

Ignoraram tudo de talvez.

 

Por ela Deus se manifesta.

O único bem que ainda me resta

É ter chorado uma ou outra vez.

 

Alfred de Musset

publicado por Chicailheu às 21:06
borboletas:

17
Jun 12

publicado por Chicailheu às 23:16
borboletas:

02
Jun 12

Poemas de Carinho
 
Alberto Caieiro


 Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,

E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela,

Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,

E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.

Amar é pensar.

E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.

Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.

Tenho uma grande distração animada.

Quando desejo encontrá-la

Quase que prefiro não a encontrar,

Para não ter que a deixar depois.

Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.

Quero só Pensar nela.

Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.


publicado por Chicailheu às 21:40
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