04
Jul 12

Instantes
Desconhecido

 

Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido;
na verdade, bem poucas pessoas levariam a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu
sensata e produtivamente cada minuto da sua vida.
Claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver,
trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feito a vida:
só de momentos - não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma
sem um termômetro, uma bolsa de água quente,
um guarda-chuva e um pára-quedas;
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos
e sei que estou morrendo.

publicado por Chicailheu às 20:40
borboletas:

11
Mai 12

 
A vida num instante.

 

De um momento para o outro a nossa vida muda.

 

Estamos em mudança constante.

 

De um segundo para o outro perdemos pessoas importantes na nossa vida, e por vezes basta um instante para encontrar alguém por quem temos andado a procura a vida toda, e ainda mais um segundo para voltar a perder, para depois conquistar novamente.

 

As mudanças do ciclo de vida são das mais variadas que se pode imaginar.

 

Umas são para melhor.

 

Outras são para pior.

 

Mas todas eles fazem parte da vida.

 

Umas por vezes não custam nada, mudar de estilo, mudar de pensamentos, mudar de emprego.

 

Outras estão rodeiadas de sofrimento.

 

Mudar de pais, mudar de amigos, mudar de amores.


Que acontece quando somos confrontados com estas mudanças e nada podemos fazer para o impedir?

 

Sofremos naturalmente.

 

Mas esse sofrimento fornece a energia necessário para viver.

 

De certo modo sofrer faz com que exista uma vontade de procurar uma situação melhor.

 

E isso implica mais uma mudança. Isto é, na realidade um ciclo vicioso, onde a única forma de o travar é a monotonia.

 

E quem gosta disso?

 

Ninguém.

 

 Por isso temos mais é que aceitar estas mudanças.

 

Porque, quer se aceite, quer não, a vida é um instante muito breve onde de um momento para o outro acontece mais uma mudança que não podemos controlar.

 

 A morte.

 

 A mudança suprema, aquela em que passamos de um mundo para o outro, e não levamos nada conosco, apenas deixamos.

 

Deixamos as recordações com que os vivos ficam de nós, e até essas recordações tem data de validade associada mais uma vez a morte.

Por isso, não devemos tentar fugir as mudanças que cruzam o nosso caminho, mas sim enfrentar cada uma delas com coragem e com a idéia que essa mudança pode ser para melhor.

 

"A vida são dois dias, o de ontem já passou e o de hoje está a acabar. Amanhã está no incerto. Aproveitam cada nova oportunidade."

publicado por Chicailheu às 16:21
borboletas:

29
Jan 12

Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade - emocionalmente.

 

Nudez pode ter um significado diferente.

 

Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.

 

É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.

 

Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.

 

Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais

.

Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal, mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.

 

Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos e o que trazemos por dentro.


Não conheço strip-tease mais sedutor.

 

Texto de Martha Medeiros ©

 

 

 

 

 

publicado por Chicailheu às 21:47
borboletas:

O Caminho da Vida
 
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
 
A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
 
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
 
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
 
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
 
(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)


 Charles Chaplin

 

publicado por Chicailheu às 21:13
borboletas:

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